Endometriose: qual é a importância de um bom relacionamento entre médico e paciente?

A endometriose é uma doença que afeta cerca de 10% das mulheres em idade fértil, segundo a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo). Compreender como ocorre a evolução da doença, conhecer seus sintomas e manter um bom relacionamento com o médico são medidas fundamentais para o sucesso do tratamento.

Confiança no médico melhora adesão ao tratamento da endometriose

“Uma boa relação é sempre importante. A paciente deve ter confiança no seu médico e entender tudo o que ele propõe como tratamento”, afirma o ginecologista e obstetra Alexandre Brandão Sé. Quanto mais a mulher com endometriose confia no seu médico, maior é a chance de seguir as medidas corretamente.

Durante as consultas, o médico deve ouvir as dúvidas da paciente e explicar a doença de forma clara. Além disso, é necessário não impor nenhuma escolha para o tratamento. De acordo com Doutor Alexandre, as decisões devem ser feitas em conjunto, envolvendo tanto a equipe médica quanto a paciente e sua família.

Tratamento deve ser feito com equipe multidisciplinar

Essa relação de confiança é ainda mais importante quando o tratamento é feito com vários profissionais e não apenas um. “Em uma doença multidisciplinar como a endometriose, que envolve o acompanhamento com fisioterapeuta, nutricionista, psicólogo e outras especialidades médicas, como proctologista e urologista, a confiança é fundamental”, explica.

Todos esses profissionais são essenciais para garantir o bem-estar físico e mental da paciente durante o tratamento da endometriose. Se, por um lado, a equipe multidisciplinar ajuda a melhorar a alimentação e aliviar as dores físicas, permitindo a prática de atividades físicas, por outro, psicólogos podem ajudar na parte psicológica, que pode ficar muito abalada com a doença.

COLABORARAM NESTE CONTEÚDO: Dr. Alexandre Brandão Sé

GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA

CRM: 15796 / DF

Dados da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo): 

Fonte: REDAÇÃO CUIDADOS PELA VIDA